Quinta-feira, 29 de Março de 2012

Canhão da Nazaré e Onda Gigante na Praia do Norte


Onda gigante, na praia do Norte e Garret McNamara


Mapa Batimétrico do Atlântico frente à Nazaré.
A linha dos 100 metros de profundidade vem até muito próximo da praia, mantendo-se até à zona dos Farilhões e Berlengas, aumentando depois para os 1000...2000...3000 metros.

Os canhões submarinos são vales cavados nas margens dos continentes e que funcionam como condutas de escoamento de sedimentos provenientes daqueles para as profundezas dos oceanos. Se não fossem cobertos por água, os canhões submarinos seriam paisagens de gargantas estreitas, vertentes inclinadas e formas sinuosas - em tudo semelhantes ao famoso Grand Canyon.
Mas a sua origem é uma incógnita, porque normalmente estas estruturas estão associadas a grandes rios, servindo de vazadouros dos seus sedimentos - o que não acontece, de forma imediata e aparente, no caso da Nazaré.
Há no entanto estudos que indicam a existência noutras eras geológicas, de um rio aqui, possivelmente o Mondego e que devido a movimentos tectónicos, poderá ter sido desviado para Norte.
O vale submarino começa a definir-se a cerca de 500 metros da costa ao largo da Praia da Nazaré, próximo do promontório do Sítio - com uma direcção EW.
O Canhão ou Cana da Nazaré é conhecido como o maior da Europa e um dos maiores do Mundo - com a cabeceira situada a curta distância da linha de costa, estende-se ao longo de mais de 200 km na direcção do oceano profundo.
A cabeceira do canhão – encontra-se a menos de 1 km a SW do Sítio da Nazaré e atinge a profundidade de 50 metros…a 211 km da cabeceira tem 4970 metros, onde atinge a planície abissal Ibérica.
Este autêntico «desfiladeiro» submarino influencia as espécies e os ecossistemas específicos do próprio canhão e o transporte de sedimentos das zonas costeiras para o largo – o canhão funciona como um gigantesco aspirador de areia que engole o areal da costa portuguesa, principalmente os sedimentos provenientes da costa a Norte da Nazaré, o que condiciona na formação de areais de menor dimensão a Sul daquela.
Por outro lado a proximidade da cabeceira do canhão à costa afecta as características da ondulação nas zonas pouco profundas adjacentes, como se atesta pelo significativo empolamento da onda na Praia do Norte, antes da zona de rebentação. Este fenómeno deve-se à interacção da ondulação com o bordo norte da cabeceira.
O aumento na altura da onda que se verifica a norte da cabeceira do canhão não se confirma a sul desta - a baía da Nazaré adjacente inverte o efeito do canhão, espalhando a onda.
O Canhão da Nazaré gera a afluência à superfície de águas ricas em nutrientes e plâncton, permitindo a presença de uma fauna bastante rica em espécies de interesse comercial.

www.nazare.oestedigital.pt/custompages/
www.publico.clix.pt/shownews.
www.freguesia-nazare.com
www.cm-nazare.pt/
http://praiadonorte.com.pt/nazare/canhao-da-nazare
http://websig.hidrografico.pt/www/content/documentacao/hidromar/

4 comentários:

  1. Este canhão é uma coisa extraordinária que provoca a onda mais bela e gigantesca que já vi! Que beleza de imagens!

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  2. Obrigado Anabela.
    Podíamos apregoar que canhões destes serão sempre bem vindos...não incomodam ninguém...há dúvidas de como apareceram...são "focos" para bons pesqueiros e...ainda provocam ondas desta beleza!
    Vivam os canhões...destes!

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  3. Boa Noite

    Pela imponência e espectacular efeito que o mesmo provoca, estes acontecimentos, serão sempre bem-vindos à bonita praia da Nazaré.

    Um Abraço

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  4. Obrigado ISA.
    É de facto um espectáculo único, que só a Praia do Norte nos pode proporcionar!

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