Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Apertar o Cinto



Fazer dieta é...uma medida profiláctica!...
Passar fome é...uma desgraça que nos atinge!
2011 acabou!
2012 está ai! 
Espero sinceramente para todos nós...a opção profiláctica!

Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

Imaginação



Quem foi que disse...imaginar é preciso!?

Estação do Caminho de Ferro


A Estação do Caminho de Ferro, integrada na Linha do Oeste, possuía um estatuto muito especial - era uma das mais movimentadas em pessoas (a importância de Alcobaça e Nazaré explicam a grande afluência  para além do facto de haver ligações rodoviárias para quase todos os comboios).e trânsito de mercadorias (por aqui se escoava a maioria dos produtos agrícolas do Valado, bem assim como grande volume das produções industriais de Alcobaça, Benedita, etc., para além de todo o correio de Alcobaça-Nazaré-Valado, que era transportado no comboio correio)
Tinha a Estação um dos jardins melhor organizados e tratados, sendo uma campeã nos concursos das Estações Floridas...voltarei a este assunto noutra ocasião.
A frente voltada ao cais de embarque, mostra-nos um rico painel de azulejos, fabricados na Fábrica Aleluia em Aveiro no ano de 1929, assinados AOliveira.
Neles estão representados vistas do Santuário de N. S. da Nazaré, o Mosteiro de Alcobaça e claustros e uma panorâmica da Nazaré.
Só um lamento...o estado de abandono e não tarda de degradação em que tudo se encontra!....

Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

Lagosta da Troika



O Valado foi durante muitos anos líder da produção de cenouras em Portugal...milhares de Quilogramas saiam todos os dias para os mercados de todo o país.
Foi uma época de ganhar dinheiro...trabalho e...grande azáfama.
Tudo isso acabou!
No entanto para o jantar de Fim de Ano em que geralmente o "rancho" será melhorado...os Valadenses estão neste momento a exportar para todo o país lagosta...a preços muito baixos...garantindo a qualidade.
Prende-se esta atitude pela necessidade de seguir as determinações da Troika.
Lagosta Troikiana Valadense...fazem favor de se servir!

Trabalho no Arroz



E de repente o Valado que desde sempre tinha balouçado agrìcolamente entre o milho, as abóboras, as patarecas (feijão verde), etc descobriu uma vocação  que vinha ao encontro de determinadas condições naturais nos campos mais baixos e nas proximidades da ponte da Barca, onde os terrenos estavam ainda  bastante encharcados e havia boas veias de água.
Ora bem, então há que caminhar para a plantação do arroz.
Estamos nas décadas de 50 e 60.
E foi isso que aconteceu, com o contributo de muitas mulheres (as arrozeiras) e homens que vindo de regiões com tradição da cultura do arroz - Louriçal, Soure, etc - foram uma ajuda importantíssima.
Muitas destas pessoas ficaram no Valado e aqui constituíram família.
A figura que anexo, mostra um barco carregado com palha de arroz a ser transportado para a eira.
O curioso é observarmos o barco e os homens que caminhando nas margens da veia de água, o puxam com cordas, fazendo-o deslocar.
Imagem um pouco idílica hoje...mas extremamente extenuante no tempo!










Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

Milagres da Medicina

Prestem muita atenção
A simples movimentação dos dedos das mãos funciona como uma cura milagrosa.

 
É um exercício simples, que pode ser praticado diariamente, a qualquer hora.

 
Os benefícios são enormes:

 

1.        cura depressão;
2.        stress;
3.        normaliza a pressão arterial;
4.        ativa a produção de serotoninas (aumentam o prazer e a alegria);
5.        ativa a circulação sanguínea; 
6.        cura crise de pânico;
7.        elimina fobias, etc.

 Vejam abaixo como é feito:
 
 
 
 
 

 

Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011

Quem é este Jovem?


A história só é contada...depois de passada!

Rossio de Alcobaça



Imagem do Rossio ou Praça 25 de Abril.
Certamente anterior à década de 1950, ainda existindo ao fundo um edifício com 3 arcadas - o Jardim Escola João de Deus...demolido durante esta década.
Apresentava um jardim sempre bem cuidado!
Repare-se no movimento que se vislumbra...um homem conduz uma junta de vacas...atrás uma mulher em cima dum burro...mais atrás um outro burro conduzido pela arreata...ao fundo cena similar...e tudo a deslocar-se na mesma direcção!
Sem errar qualquer um de nós pode garantir...é dia do mercado semanal!
Ah! desculpem...há um automóvel!

Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

Carro do Caranguejo






Carro do caranguejo a deslocar-se para a Nazaré, frente ao monte de S. Brás.
Durante décadas a estrumação das terras era feita com o caranguejo.
O agricultor deslocava-se com o carro das vacas, com taipais, para o carregar com aquele crustáceo.
Depois era espalhá-lo pela terra e a seguir proceder às sementeiras.
Claro que como se calcula, dava-se o apodrecimento subsequente dos caranguejos, o cheiro era pestilento e incomodativo, ao mesmo tempo que as terras ficavam pejadas de cascas e carcaças.
Este postal integra uma colecção, a 1ª, editada por mim.
Com a evolução da agricultara...o caranguejo caiu em desuso...surgiram os adubos e amónios químicos!

Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Arquitectura



Quando hoje os arquitectos portugueses são tão galardoados internacionalmente...ficamos sem perceber se serão efectivamente bons!...
A imagem deixa-nos pelo menos...na dúvida!

Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011

Agora a resposta ao Post


Hoje não há Post

?

Hoje não há post ...no Valado dos Frades!

PORQUÊ?! 

A resposta num post...mais logo!!!!!

Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011

Barco em Perigo - Nazaré


A vida do mar tem muitas vezes revezes inesperados e...onde menos se espera.
Na imagem uma chegada "atribulada" dum barco que regressa da pesca do "candil" ...quase no momento de se encontrar em "bom porto" e pese a ajuda dos que estão à espera em terra, sofre um revés de maré...que por pouco não o virarva e criaria uma situação pelo menos embaraçosa!
Vida de mar...vida de perigo!

Toupeiras




A imagem colocada, mostra o relvado junto à Rotunda do Agriculto, ver aqui, e o estado em que ele se encontra devido a uma "infestação" de toupeiras.
Acabam por ser um autêntico "quebra cabeças", pelo mal que fazem com as suas galerias que estragam por completo um relvado.
Aliás na imagem identificamos bem os montículos que fazem para chegar à superfície.
Se é verdade que têm algumas vantagens...são destruidoras e inestéticas!



Talpidae é uma família de mamíferos da ordem Soricomorpha, que inclui as toupeiras e os desmanes. O grupo habita a América do Norte, Europa e Ásia. São animais que vivem no subsolo enterrados em tocas e galerias. As toupeiras têm o corpo alongado e coberto de pêlos. Não têm orelhas externas e, devido ao seu modo de vida, são total ou parcialmente cegas. A sua alimentação faz-se à base de pequenos animais invertebrados que vivem no solo.
A parte positiva: as toupeiras são caçadoras de lagartas, larvas e mais algumas pragas como caracóis e lesmas. “Arejam” a terra fazendo túneis.
Infelizmente têm a parte negativa: ao escavarem túneis, cortam raízes e estragam relvados, culturas agrícolas e outras plantações.
Solução relvados: Alguns jardineiros estendem redes metálicas revestidas a plástico a 5 a 10cm de profundidade e por toda a área do relvado antes de plantar/colocar a relva. As toupeiras não conseguem passar e tudo está bem durante bastante tempo. Um vizinho usou este método à 12 ou 13 anos e a rede ainda está funcional. Ele sabe que tem pelo menos uma toupeira no quintal, porque na área onde tem couves ela faz das suas 

Existe quem coloque redes de plástico rígido. Não sei a eficiência neste caso.

Soluções diversas:
- Um gato bom caçador, limpa a saúde a umas quantas toupeiras, principalmente se o gato dormir cá fora à noite que é quando elas vêem à superfície 
- Existem alguns aparelhos que emitem vibrações, estas incomodam as toupeiras que se afasta

- Uma planta muito usada pelos nossos avós para afastar as toupeiras é o trovisco, nome latim:Daphne laureola. Um arbusto que liberta um odor que lhes é desagradável. - Existem armadilhas… umas violentas outras mais “humanas”.








Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Luta de Classes


Há campanhas que surgem de modo inesperado.
As lutas sociais são por vezes disso um exemplo!
...E as diferentes classes sociais procuram reivindicar os seus direitos.
A imagem de hoje...é um exemplo!

Natal...Entre NÓS




Gostaria que houvesse uma simbiose entre o Valado dos Frades...os amigos...os leitores e...os seus seguidores!
A época do Natal personifica por excelência essa comunhão!
É preciso que cada vez mais nos afastemos dum mundo egoista que parece tudo querer englobar!
A imagem de hoje é dum postal de Boas Festas...com desenho de Laura Costa...que circulou no dia 23 Dezembro 1942...para Fronteira (Alentejo)!
...E é uma imagem de comunhão entre adultos e crianças...na feitura duma carta para o Menino Jesus a pedir prendas.
Neste postal está tudo...a colaboração...a comunhão...a divisão de trabalho e...a intimidade!
Com tudo aqui, só me ficam...VOTOS DE BOM E FELIZ NATAL!






















Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

Auto Estima



O porte e...a maneira de pisar.
Auto Estima...o que mais precisamos!

Sociedade Columbófila Asas Valadenses



Sempre me lembro de no Valado se "praticar o culto" do pombo...na verdade julgo que poucas casas com um quintal não teriam pombos!
Em plena década de 60, havia já entusiastas com pombos correios a concorrer na colectividade da Nazaré, e era dado um bónus de 5 minutos para levarem as anilhas a um relógio/constatador para certificarem os seus atletas (pombos) e faziam este percurso, 5 Kms, de bicicleta...quando chegavam a casa se tinha chegado outro pombo...tinham de fazer outra vez o mesmo itinerário...era estafante.
Daí o entusiasmo para "criar" uma colectividade, o que foi conseguido conforme texto abaixo.
Havia muitas poucas aldeias com este estatuto columbófilo, mas...o Valado tinha-o!



Esta colectividade foi fundada em 11 de Dezembro de 1967, conforme consta da publicação no Diário do Governo n.º. 299, III Série de 27 de Dezembro de 1967

Foi pedida a sua Fundação em carta datada de 18/04/1967, dirigida à Federação Portuguesa de Columbofilia, tendo havido uma reunião prévia da chamada Comissão da Fundação e que constava dos seguintes nomes:-

1 - Vasco dos Santos Loureiro

2 - José dos Santos Ferreira Gândara

3 - Jacinto Azevedo da Silva

4 - António Figueiredo Vicente

5 - José Vinagre Bento

6 - Valdemar Varela Feteiro

7 - José Carlos Pereira de Sousa

8 - Alberto Ramos da Cruz

9 - José Bento Marques

10 - Alberto Nascimento Santos

11 - José Candeias de Sousa

12 - José Leal Marques

13 - Amável dos Santos Pereira

14 - José Jordão Varela

Com data de 16 de Junho de 1967, recebemos uma carta da F. P. C. dirigida aos Membros da Comissão Organizadora da Sociedade Columbófila "Asas Valadenses", ao cuidado do Sr. Vasco dos Santos Loureiro, cujo teor era o seguinte:

Levamos ao conhecimento de V.Exªs. que esta Federação, em sua reunião de Direcção de 15 do corrente, deliberou autorizar a constituição provisória da SOCIEDADE COLUMBÓFILA "ASAS VALADENSES", a qual só poderá ser considerada como tendo existência definitiva e legal, depois de serem cumpridas as formalidades exigidas para tal fim. Entretanto deverão fazer:..........(tratar de toda a documentação nos vários ministérios).

No dia 18 de Junho de 1967, foi convocada uma "Assembleia" para efectuar no Café Helcar", pelas 21 Horas a fim de a todos dar a notícia e constituir o primeiro mapa de Corpos Gerentes para a F.P.C., e escrever uma carta à Junta de Freguesia a dar conta da fundação da Colectividade e a pedir se nos cediam instalações para a nossa primeira sede social. Este pedido teve êxito e tivemos como primeira sede social, uma divisão do edifício da Junta de Freguesia, no R/C. onde tinha sido a casa do ensaio da Filarmónica. 

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Quem são estes Jovens?



Não é preciso muito tempo!...
Oh tempo...volta p´ra trás?!
Não, tudo segue uma sequência, só temos...de a aceitar e entender!

Touros no Campo do Valado



É um bilhete postal de Alvaro Laborinho, circulado para Golegã, em 4 Setembro 1928 - da minha colecção.
A imagem é "tomada" já na descida, para quem vem do Valado para a Nazaré, e ao chegarem à estrada que vai para o Sítio...seguiriam em direcção a este.
A foto foi conseguida certamente muito próximo das Festas em honra de N. Snra. da Nazaré, a realizar a partir de 8 de Setembro ...no Sítio.
Estas festas têm uma componente religiosa e outra profana, onde se englobam 2 ou 3 touradas!
Ora bem, o gado que se vê na imagem vem sendo conduzido por campinos desde o Ribatejo, com o fim de participarem nas touradas...camiões de transporte...ainda é "muito cedo"!
Sucede que por vezes quando atravessavam o Valado e certamente por verem os campos tão verdejantes e viçosos, não raro um touro ou vaca tresmalhava-se...fugia da manada e deambulava pelos referidos campos...até os campinos conseguirem trazê-lo de volta!
Quando isto acontecia os Valadenses não iam trabalhar e rapidamente faziam constar pela aldeia  - "Anda gado no campo"!
Era um tempo de certo modo rocambolesco, mas também...de algum temor!






Domingo, 18 de Dezembro de 2011

Nobel da Física é...Português


Este ano Portugal será um forte candidato ao prémio Nobel da Física!
Depois da descoberta do átomo, do neutrão, do protão e do electrão, acabou de ser descoberto o Pelintrão.
E como se caracteriza o Pelintrão?
O pelintrão é um tuga sem massa e sem energia, mas que suporta qualquer carga!

Lavadeiras



O rio do Abegão.
É nele que se situavam muitos moinhos - ao fundo na figura está o Moinho do Abegão -  responsáveis pela moagem e fabrico da farinha que abastecia os Valadenses.
Era aqui que as Nazarenas e as Valadenses vinham lavar a roupa, nas suas cristalinas águas, onde algumas das pedras usadas eram antigas mós.
A roupa era depois seca num estendal que ficava contiguo.
Hoje nada disto existe, o estendal foi ocupado por uma urbanização...o moinho está submerso por denso matagal e as lavadeiras...substituíram o rio  pelas AEG, PHILIPS, etc.
Este postal circulou de Lisboa para Bruxelas, em 18 de Junho de 1962.
O Valado ficou mais empobrecido e só os turistas..."salvaram" a nossa memória!

Sábado, 17 de Dezembro de 2011

Carros da Nossa Vida



Percorrendo as opções e oportunidades que escolhemos, poderemos constatar...que algumas vão acontecendo sem as planearmos!
Sempre "perseguimos" o modelo que mais nos satisfizesse...consoante o momento e a idade que desfrutávamos.
...Mas!...
A realidade...é surpreendente!...

SOS...Perigo no Valado



Esta é a ponte sobre a Linha do Oeste do Caminho de Ferro!
Quem vai da Nazaré/Valado para Alcobaça...tem de a atravessar!
Tem mais de 50 anos e...também há 50 anos estava colocado um grosso tubo cilíndrico a "céu aberto" para abastecimento de água.
Todos os anos, por estar exposto à intempérie...o cano precisava de remendos e arranjos...todos os anos!
Até que há dias resolveram "atacar" o mal pela raiz e vai daí...taparam o tubo com este degrau cúbico que se vê ao longo de toda a ponte do nosso lado direito.
Ideia miraculosa...acabaram-se os "desatinos" do tubo da água!
O que me parece ninguém ter reparado é que...o parapeito superior da ponte...leia-se precipício...está a escassos 50 cms (ou menos) para quem subir o referido degrau...é mesmo convidativo!
Claro que não estou a referir-me a adultos, mas uma criança, está a escassa "distância" de se poder precipitar sobre a linha que corre metros abaixo!
Era preciso resguardar o tubo?!...era!
Era preciso encontrar outra alternativa?!...claro que era!
É uma "estória" do Valado....também para a sua história!


Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

Quem Pode...para Quem Precisa


Imagem surripiada daqui.

Regimento de Artilharia - Alcobaça



Por alguns comentários e pedidos que leitores do Valado dos Frades me fizeram chegar, coloco mais alguns "apontamentos" sobre a presença de forças militares em Alcobaça.
No último post, ver aqui, referi que a imagem mostrava a "porta de armas" do Regimento aquartelado no Mosteiro!
Em 31 de Outubro de 1844, por decreto foi criado em Alcobaça o Regimento de Cavalaria 9, o qual permaneceu cerca de quinze anos e deixou "saudades" na vida Alcobacense!
Depois estiveram aquartelados os Regimentos de Artilharia 1 e 2 e o Regimento de Cavalaria 4.
Há notícias ainda que em 11 de Janeiro de 1919, oficiais revoltosos do Regimento de Artilharia 1, aquartelado em Alcobaça, juntamente com civis armados, tomaram conta do quartel, prenderam o comandante e alguns oficiais, e seguiram para Santarém a fim de se juntarem a um movimento revoltoso de influência monárquica.
A imagem mostra um desfile do Regimento de Artilharia.
É uma perspectiva não muito referenciada de Alcobaça...e é pena!

Nova, Bernardo Villa e Nova, Silvino Villa - Breve História de Alcobaça





Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Fauna do Valado


O meu amigo Rui Marques é um "fanático" da fotografia, que cultiva com grande paixão como o seu passatempo.
E é vê-lo aos Sábados de manhã a percorrer os campos do Valado, onde surpreende e nos surpreende, com estas belas imagens que encontrei aqui.
É ali junto aos Vales, na baixa do rio dos Moinhos, que ele capta estes interessantes instantâneos, de borboletas, lagartas, etc no seu habitat natural, o que já vai sendo pouco comum conseguir.
Pena é que não se faça a classificação taxonómica, mas a seu tempo o conseguiremos.
Obrigado Rui...por estas belíssimas imagens!




D. Afonso Henriques - Alcobaça



Imagem captada desde o arco que fica na Praça D. Afonso Henriques.
O arco faz parte da história de Alcobaça, já que integra a envolvente de habitações que se mostram junto ao Mosteiro.
O que se vê desde aquele é a entrada virada ao Norte (não é a fachada principal), que era a "porta de armas" quando aqui esteve aquartelado um Regimento Militar.
A estátua que se vislumbra bem no cimo é de ...D. Afonso Henriques...daí o nome da praça, na qual vemos "titubeantes" plátanos, que hoje são bem capazes de discutir a altura com o nosso 1º rei...entre esta foto e hoje passaram muitas décadas!
É uma imagem de Alcobaça que felizmente se mantém ainda hoje...tal qual!

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

Macaco do Carro das Vacas


Este é um macaco utilizado para levantar um carro das vacas, quando era necessário intervir para fazer um concerto ou reparação.
Simples na sua concepção e manobra, consiste num sistema de alavanca que encaixa num tronco de suporte.
Assim quando era preciso concertar uma roda e portanto tirá-la, colocava-se a ponta menor da alavanca por baixo do carro, fazendo força na outra ponta aquela subia e levantava o carro, fixando-se depois a alavanca com uma corrente, o que permitia que o carro ficasse suspenso e  possibilitasse  trabalhar à vontade.
Uma forma engenhosa...de que os macacos hidráulicos de hoje...são uma simples cópia!

Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

O Zé Povinho é...Nosso






O Zé Povinho é uma personagem intemporal...que caricatura o nosso colectivo, criado por Rafael Bordalo Pinheiro.
Rindo ou gesticulando em descaramentos, intervém vitimizando-se e submetendo-se, sempre como alerta de consciências. Entre a boémia e o laicismo, não se esgota naquilo que configura a sua personalidade popular...não poupando nada, nem ninguém, o sarcasmos está sempre presente face aos actos sociais e políticos. 
Pelo manguito é mostrada a impotência em contraponto com o acto de cruzar os braços.
Povinho, diminutivo de todos nós!
Zé, como todos nós!
Rapidamente se torna familiar e representante das características típicas das gentes portuguesas. 
Com esperteza desvenda a injustiça e o grotesco.  
Nasce com o 5º número da revista A Lanterna Mágica, de 12 de Junho de 1875.
Esteve em diferentes publicações como O António Maria (Primeira Série), os Pontos nos ii, O António Maria
A censura que suspende a Paródia, enterra um desenho... mas não a figura que ainda hoje representa a fatalidade de se ser português, melancolicamente sobrevivente.
Em 1901 é modelado por Avelino António Soares Belo, fundador da Fábrica Belo, nas Caldas da Rainha.
Zé Povinho...presente! 

Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

Portem-se...Bem!

Desde criança eu via coisas estranhas na TV!

* O Tarzan andava quase nu...
* A Cinderela chegava a casa à meia noite...
* O Aladim era ladrão...
* O Batman conduzia a 320 km/h...
* O Pinóquio mentia...
* A Bela Adormecida era uma vagabunda...
* O Zé Colméia e Catatau eram cleptomaníacos e roubavam cestas de pic-nic...
* A Branca de Neve morava numa boa com 7 homens (pequenos, mas não mortos)...
* A Olívia Palito tinha bulimia..
* O Popeye fumava um tabaco suspeito!!!
* O Pac Man corria numa sala escura com musica eletrónica comendo pílulas que o deixam maluco..
* O Super Homem colocava as cuecas por cima das calças..
* A Margarida namorava o Pato Donald e saía com o Gastão..

  
 Olha os exemplos que eu tive! Tarde demais!
 
 
Agora pedem para eu me comportar bem?

Segurança contra Ladrões


Não é uma imagem que já se veja muito - um muro que ostenta no seu bordo uma fiada de pequenos vidros aí colocados quando a massa ainda estava fresca, para assim se fixarem...bocados de copos...fundos de garrafas...tudo servia!
A finalidade desta pequena artimanha, destinava-se a tentar que os gatunos  tivessem  mais dificuldades para ultrapassar o próprio muro, para se apoderarem daquilo que não era deles.
Fazer clique sobre a imagem para melhor se ver.
Hoje as técnicas e artimanhas...de quem se defende e de quem rouba são diferentes...mas os objectivos mantém-se!

Domingo, 11 de Dezembro de 2011

Tapeçaria - Irene Vieira Natividade - Alcobaça


Irene Sá Vieira Natividade, natural do Porto, "tornou-se" Alcobacense pelo casamento com o Prof. Eng. Joaquim Vieira Natividade.
Dotada de grandes dotes artísticos em diferentes áreas, tem neste momento, mais uma vez, os seus trabalhos de pintura, cerâmica e tapeçaria expostos em Alcobaça.
A imagem  colocada é de uma tapeçaria bordada à mão, em lã sobre tela de linhagem; ponto Gobelins oblíquo.
Com as dimensões: altura 187 x largura 487cms.
Está assinada: Irene - Alcobaça Outubro 1970.
Casa Museu Vieira Natividade.
A imagem não regista a beleza do trabalho mas...é o possível!

Feira S. Bernardo - Alcobaça



É a 1ª feira de S. Bernardo a seguir ao 25 de Abril de 1974.
Se compararmos com outros cartazes anteriores e talvez mesmo depois, nenhum se enquadrou melhor com os novos tempos que se viviam em Portugal, aqui.
Poderemos até dizer que este não era um programa da feira, mas antes...uma alegoria ao 25 de Abril.
Que se vê na imagem que nos elucide sobre a feira?!...nada, a não ser a palavra...feira!

Sábado, 10 de Dezembro de 2011

Mulheres da Nazaré na Fonte



É uma imagem que certamente já não veremos na Nazaré...a não ser que seja numa atitude turística.
A ida à fonte era uma actividade quase totalmente dedicada à mulher...quando muito o homem estaria presente para "dar uma ajuda"!
Ainda não havia água canalizada ao domicilio em todas as casas e então o recurso ao transporte e armazenamento em bilhas era a solução.
A imagem...bem no centro da Nazaré, mostra uma cena  animada em que é possível recuperarmos algo que já não é possível de repetir...bem como desfrutar dos trajos sempre vistosos!
A Nazaré mudou, mas...esta imagem permanece1

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

Entrar e Encalhar Barcos - Nazaré



A imagem da praia da Nazaré, tirada do Sítio em pleno Verão, mostra movimento de barcos a entrar e encalhar numa zona onde as ondas fazem uma concavidade para terra - em frente à Praça Sousa Oliveira.
É este local que os pescadores privilegiam para estas operações sempre arriscadas, mas que aqui lhes garante alguma segurança.
Porquê aqui?!
Por causa do promontório do Sítio, resultou uma maior acumulação mais localizada e concentrada das areias, que formam uma crista submersa de orientação NE - SO na enseada da Nazaré...que vai alterar a linha de rebentação das ondas.
A irregularidade dos fundos, influencia o avanço ou o recuo da linha de rebentação das ondas, em relação à linha da costa.
Uma crista no relevo submarino produz uma diminuição da velocidade de propagação da onda, o que determina uma mais rápida entrada em desequilibro da vaga e portanto um mais rápido quebrar desta, provocando uma curvatura na linha da rebentação e mostrando a concavidade à terra!
Os pescadores da Nazaré aproveitam-se deste fenómeno!
As operações de entradas e encalhes, são morosas e delicadas, e daí uma contínua consideração do estudo da rebentação.
Os frágeis barcos atingirão mais facilmente o areal da praia se conseguirem na manobra, manter a força impulsionadora da onda em rebentação. 
Actuando sempre no mesmo ponto do barco - na ré, a força dos remos faz com que o barco mantenha a posição ideal!
E a força de impulsão vem actuar ao mesmo tempo não só na ré, mas também nos bordos do barco...equilibrando e levando a que progrida em segurança...até ao areal!
Os Nazarenos pugnaram por um Porto de Abrigo...tiveram-no...mas perderam a pesca!

Oliveira, José Manuel Pereira de - Trabalhos de Geografia e História

Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

Fábrica de Louça - Pereira & Lopes


A Pereira & Lopes foi fundada em 1944, por Álvaro Marques Pereira, José Pereira, seu genro, e Eduardo Lopes.
Dedicaram-se inicialmente à loiça regional, durante cerca de 10 anos.
Na pintura além de António Elias da Silva, trabalharam outros dois pintores vindos da Fábrica de Sant´Anna, de Lisboa, sendo  Américo Ribeiro e Jaime Torres, João Elias era forneiro e o próprio Eduardo Lopes o modelador.
Eduardo Lopes passou a sua quota e começa a produção de telha e tijolo.
Em 1969 esta fábrica entra na posse do grupo Elias & Paiva.
A imagem mostra em 1º plano duas jarras já prontas e que são bem representativas da chamada Louça de Alcobaça, e em 2º plano 3 jovens pintores, trabalhando em condições não muito "saudáveis" e pouco cómodas...passavam o dia de trabalho na mesma posição.
Estes pintores iniciavam a sua vida logo ao sair da escola, começando por uma fase de aprendizagem, até passarem a um escalão mais avançado e que lhes permitia apor a sua assinatura no fundo ou costas das peças.
A cerâmica foi uma actividade com grande implantação no Valado...foi!


- Sampaio, Jorge Pereira de e Pereira, Luís Pires - Cem Anos de Louça em Alcobaça






Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Ter os Pés na Terra


Ousadia...aventura...podem ser as atitudes que a abóbora de hoje não sugere!
Ter os pés assentes na Terra...será uma boa opção!

Alminhas


































As Alminhas são padrões de culto aos mortos, onde o painel de azulejos, representa as almas ansiosas no Purgatório, à espera que as orações dos vivos as purifiquem dos seus pecados, para depois poderem entrar no Paraíso.
São pequenos altares onde se pára um momento para deixar uma oração, erguidos quase sempre nos caminhos rurais ou estradas nacionais.
É frequente encontrar velas e lamparinas acesas, deixadas pelas pessoas que passam no local, ou mesmo oferendas de flores.
No painel das Alminhas do Valado, vê-se na parte superior Anjos, a Virgem Maria e S. Miguel com a balança (a perspectiva avaliadora sobre o merecimento ou não de entrar), e em baixo as Almas implorando para a subida ao Paraíso.
Quase abandonadas,as Alminhas do Valado...são história! 


"As alminhas são uma criação genuinamente portuguesa e não há sinais de haver este tipo de representação das almas do Purgatório, pedindo para os vivos se lembrarem delas para poderem purificar e "subir" até ao Céu, em mais lado nenhum do mundo a não ser em Portugal", afirma António Matias Coelho, professor de História.
Só a partir do século XV aparecem efectivamente as representações artísticas do Purgatório, antes só muito raramente aparecem e não têm um modelo definido. 
Os concílios de Leão ( II ), Florença e de Trento vieram reforçar o dogma da existência do Purgatório, mas foi, principalmente, a partir do concílio de Trento, em 1563 que este dogma foi fortemente fortalecido e difundido, assim como o foi o costume da “ encomendação das almas “. 
O culto das almas e o fascínio que os caminhos e encruzilhadas sempre provocaram nas pessoas, contribuíram para que as Alminhas ocupassem o lugar dos anteriores altares romanos, mas isto não explica que as Alminhas tenham tido origem nos referidos altares. 
As Alminhas são uma das expressões mais originais da arte popular portuguesa e expressam a religiosidade do nosso povo.. 
As almas que ardem no fogo do Purgatório, simbolizado por uma fogueira, rezam para assim pedirem o auxílio dos santos como S.José, S.António entre outros, do anjo S.Miguel Arcanjo, de Jesus Cristo crucificado, da Virgem Maria e do Espírito Santo e pedem também às pessoas que por lá passam que rezem por elas, para poderem ir para o Céu. 
“As almas são normalmente figuradas como bustos humanos de adultos (...) de ambos os sexos, de todas as categorias, vocações e raças (...)”. As crianças, segundo a crença, eram puras de alma e sobem de imediato ao Paraíso, sem passarem pelo Purgatório, por isso não aparecem representadas nas Alminhas.
Em Portugal, as primeiras representações artísticas do Purgatório só aparecem a partir do século XVI. Durante o séc. XVII, os quadros do Purgatório espalham-se mais ou menos por todo o país. No séc. XVIII as pinturas ao ar livre das cenas do Purgatório espalharam-se, em grande número, por muitos caminhos e povoações. Nos séc. XIX e XX as pinturas do Purgatório mantiveram-se.
 profviseu.com/pessoal/froque/alminhas.htm

  
 

Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

Crónica Feminina


Algumas vezes tenho referido aqui a Crónica Feminina, apresentando alguma publicidade da época.
Julgo de algum interesse histórico, mostrar a capa da revista nº 27 de 30 Maio 1957.
A Crónica Feminina só tinha a cores a capa e a contra capa...todo o seu interior era a preto e branco, saía às 5ª feiras e julgo que era a lider do mercado.
De grande interesse para as mulheres e jovens da época, trazia notícias sociais...aconselhamentos médicos...de beleza...enfim, uma percursora das Caras...Lux...Hola...etc, etc.
Claro sem a riqueza gráfica e qualidade do design que hoje encontramos!
A Crónica Feminina teve o seu espaço...também o pode ter aqui!

Azulejos da Rotunda do Lavrador - 2

 




O Valado dos Frades continua a mostrar os painéis de azulejos fixados nas paredes laterais da Rotunda...é este o 2º post.
Nas imagens de hoje...a representação da "nossa sala de visitas", a praça, tal qual a encontramos hoje bem como a célebre fonte que já não existe e era uma pequena maravilha...ver aqui; na outra imagem, 2 figuras do Valado, uma mulher com o burro e o filho dentro dos ceirões...é uma típica Valadense e depois, um velho com a sua cinta a apertar as calças e um barrete onde tudo "convivia"...tabaco e dinheiro.
As imagens são diferentes mas...fidedignas das fotos!
























Domingo, 4 de Dezembro de 2011

Borboletas a Acasalar


Instantâneo extraordinário do Rui Marques.
Captado algures nos campos do Valado, foca o acasalamento entre 2 borboletas.
O Rui Marques conseguiu um momento espectacular e...o Valado dos Frades tem a sorte de o poder partilhar!

Mulheres na Aguilhota




As folhas dos pinheiros (aguilhota) quando atingem a "velhice", naturalmente vão caindo e formar um autêntico tapete no pinhal.
O Valado tem uma extensão extraordinária de pinhal, privado e do Estado.
A aguilhota sempre teve um papel primordial na vida dos Valadenses, desde o servir de cama para os diferentes animais que pertencem à família...o ser misturada com os excrementos desses mesmos animais para aumentar os esterqueiros necessários à fertilização dos campos...até ao atapetar e fazer de pavimento para muitas ruas do Valado, as estrumeiras.
É bem evidente que era necessário ir ao pinhal apanhar e transportar essa aguilhota!
A imagem mostra um grupo de mulheres munidas de ancinhos com bicos de ferro, que lhes permitiam juntar a aguilhota, para depois ser carregada nos carros das vacas e  chegar a casa.
No fim um subproduto...bem aproveitado!