Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

Carro de Vacas com Pasto


Esta é uma imagem com cerca de 70 anos.
Um carro de vacas primitivo (nota-se as rodas com raios em madeira) com uma carrada de pasto, em cima provavelmente o filho do agricultor, este apresentando-se como o homem típico do Valado nesse tempo...descalço...as calças arregaçadas (uma perna mais acima que a outra)...rotas no joelho...o boné e...a vara com que toca as vacas, ao ombro.
Está aqui tudo o que o Valado era há muitas décadas, uma vida de analfabetismo e trabalho rural de Sol a Sol.
Valado perdido na etiqueta deste post, mas...a "saudade" ficará no bilhete postal!

O Valado dos Frades está...Limpo




Finalmente, depois de 8 (oito) dias de bloqueado, o Valado dos Frades...está LIMPO.
Foi uma situação a que todos nós somos alheios e só o Google poderá explicar.
Mas...somente devido à colaboração de 3 "amigos virtuais" versus reais, o problema teve solução.
É justo referir a intercepção da Anabela Magalhães...que me direccionou para a Ana Cristina Leonardo e esta...para Luís Novaes Tito, que com o seu saber conseguiu acabar com a "malignidade"!
A eles o meu agradecimento.
Aos amigos e Seguidores do Valado dos Frades...as minhas desculpas!
...E agora VISITEM-NO! 

Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

A Linha e o Ponto


Há pensamentos de grande simplicidade que encerram por vezes conceitos complexos.
Nesta "abóbora" é bem evidente esta afirmação!
Mas o curioso é que bastantes vezes no quotidiano e na vida de cada um...descobrimos precisamente o conceito hoje expresso.
De facto será que haveria Linha se...o Sr. Ponto não existisse?!

Domingo, 18 de Setembro de 2011

Vindima - Carro de Vacas com Tina de Uvas


O Valado nunca foi um grande produtor de vinho, e isto devido certamente aos seus terrenos, às características climáticas...o regadio era na verdade a grande e quase única opção agrícola.
Não obstante...havia algumas vinhas e...obviamente era necessário a vindima - estamos na época dela!
A imagem de hoje (segundo um desenho de Joaquim dos Santos Ferreira) retrata com muito rigor um carro de vacas com uma tina de uvas de regresso a casa...para a adega onde se irá processar o trabalho para fazer o vinho.
Repare-se no homem que conduz as vacas, descalço como os outros...as calças arregaçadas até às canelas como os outros...com remendos por altura do joelho...de barrete e...vara sobre o ombro com a qual pica o dorso das vacas a fim de andarem mais depressa.
Atrás do carro o rancho que andou a vindimar (geralmente "recrutado" no âmbito familiar), dois homens com postura idêntica ao condutor do carro e uma mulher...que sobre o lenço da cabeça leva um pequeno cesto de arco onde transportou o almoço.
A tina vai cheia...num carro com rodas de raios em madeira, que foi substituído por outro modelo mais "ligeiro" cerca da década de 1950.
Há um certo "romantismo" que hoje não podemos vislumbrar...não vale a pena procurá-lo!





Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011

Lavadeiras a Torcer Roupa no Rio do Abegão


O Rio do Abegão, continua a ser um manancial de imagens não repetíveis na história do Valado.
As mulheres acabaram de lavar a roupa e sob o olhar complacente do ti´ Abegão...o dono do moinho e do espaço onde lavavam...protagonizavam uma nova faceta deste trabalho...fazer com que o excesso de água saísse da roupa - torcer a roupa - para depois ir directamente para casa ou então para o estendal onde o Sol e o vento fariam esse trabalho.
Se pensarmos que a imagem terá pelo menos 50 anos, é "reconfortante" reconhecermos que os modernos programas das AEG...PHILIPS...BALAY...incluem já a centrifugação.
Como muitas vezes tenho referido, o Valado encontrava-se muito desenvolvido, tanto que até as suas lavadeiras serviram de "inspiração" às...PHILIPS...AEG...BALAY!

Terça-feira, 13 de Setembro de 2011

O bom gosto...



Que o gosto é inerente a cada um de nós...é uma verdade indiscutível, que o bom gosto é um princípio que atravessa todos nós...é uma verdade discutível.
É que aqui estamos perante uma avaliação que é própria de cada um de nós, e portanto não se coaduna com a transversalidade que só o gosto em si encerra.
Daí que o abóbora de hoje tenha talvez...a resposta!


Sábado, 10 de Setembro de 2011

Apanha das Peras


Estamos em plena época da apanha da fruta.
As pêras...algumas variedades...já o foram em fins de Agosto, as maçãs não tardarão.
Concomitantemente com o período das cenouras, floresceu no Valado a componente pomar, e dezenas de hectares foram cultivados.
Era ver ranchos de pessoas onde imperavam muita gente jovem - estudantes - que aproveitavam as férias para ganhar alguns escudos.
A imagem de hoje, captada nas Entre Pontes, trata precisamente duma cena típica, onde uma mulher debruçada sobre uma caixa vai aí compondo as pêras, para seguidamente irem para o tractor que as transportará até ao frigorífico.
Hoje o panorama é diferente...nem cenouras...nem pomares...nem nada!
No local desta imagem, passa hoje a A8...um pouco mais acima a futura A9 já se instalou...só a agricultura não se sabe onde pára!
Se calhar com algum "palmito de testa" era possível fazer melhor e...a convivência entre desenvolvimento e As teria sido conseguida!



Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011

Natureza e Paciência


O Valado dos Frades teve há dias o seu 2º aniversário, e pensei que seria justo dar aos seus leitores/seguidores uma nova etiqueta, que não tendo bem no fundo nada a ver com ele...a não ser a base para o seu "logótipo"...lhes poderia mostrar novos conceitos...ideias...referências...pontos de interesse (sei lá eu, como diz uma das minhas netas)!
É assim que hoje coloco este post (do jornal O Público), que nos traz uma mensagem que muitos de nós no sorvedouro em que o quotidiano se transformou...há muito colocámos de lado!
Esquecemos e maltratamos a Natureza...quem sabe ainda qual é o seu ritmo?
Daí que a paciência não faz muito parte de nós!...
...Se a vida nos proporcionasse algumas possibilidades...certamente que reencontraríamos o tal ritmo!

PS: A etiqueta Abóboras, que vai sempre ter este aspecto, é um tributo ao Valado Terra da Abóbora...post colocado ontem, e transmitirá mensagens...pensamentos...adágios...sei lá eu!









Terça-feira, 6 de Setembro de 2011

Valado Terra da Abóbora























Era o Valado uma terra essencialmente agrícola, onde pontificavam as culturas do milho e...das abóboras.
Campos de planície...férteis e...de regadio, eram as produções de maior volume.
O milho estava ligado a questões de sobrevivência pessoal, era o cereal usado na feitura do pão e alimentação do gado, enquanto as enormes abóboras eram tidas fundamentalmente para a alimentação do gado, e o Valado produzia milhares de toneladas!
E era tal a sua importância que Victor Pais Silvestre escreveu a letra do que passou a ser considerada a Marcha do Valado...entoada pelos sucessivos Ranchos Folclóricos que no Valado se organizaram!
Ainda hoje se mantém esta designação.
Valado Terra da Abóbora...é a Minha Terra!







Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011

Raparigas Valadenses há 50 Anos


Eis uma imagem muito fácil de encontrar no Valado de há pelo menos 50 anos.
É um grupo de raparigas que trabalharão fundamentalmente no campo, e que talvez tenham feito uma breve pausa para "posarem" para esta foto.
Numa vista detalhada, reparamos em alguns pormenores que eram inerentes ao seu quotidiano...ao longo de todo o ano.
Estão descalças, e este pormenor não é por estarem a trabalhar no campo, mas tão só porque a sua condição económica assim lho impunha...calçariam uns tamancos ou talvez uns sapatos em dias de festa e forçosamente na ida à missa.
O uso dum avental é uma peça de vestuário comum às mulheres Valadenses...possui 2 bolsos de grande utilidade e serve também de resguardo para a saia.
De notar que todas usam lenço na cabeça, "adereço" também comum, na grande maioria dos casos com as pontas atadas na nuca, onde se "esconde" a trança, no entanto se repararmos na segunda fila e na 1ª do lado direito, ela tem o lenço atado de modo diferente, passando-lhe por baixo do queixo e enrolado no pescoço como se fosse um cachecol...dizia-se que traz o lenço "à barba", significativo de alguma tristeza...inclusive luto, chegando a tapar a própria boca!
Costumes do Valado...que o tempo e a vida apagaram!