Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

Toque das Ave-Marias


De manhã, ao nascer do sol e ao pôr-do-sol era o horário do toque dos sinos, em muitas das aldeias. Hoje são poucas as terras onde ainda se lembra aos fiéis a hora certa de rezar
O toque da manhã, é o toque das Ave-Marias (destinado a recordar aos fiéis o anúncio do Anjo Gabriel à Virgem Santa Maria) e marcava o início do dia e do trabalho no campo. À tarde, ao pôr-do-sol, rezava-se após o dia de trabalho, antes de recolher a casa. Para muitas crianças o toque marcava, no Verão, o fim das brincadeiras na rua. Não era preciso a mãe e o pai irem chamar. Já se sabia que, mal tocava o sino nove vezes (três vezes três), em intervalos a meio de cada três badaladas, era o sinal de recolha. Antigamente, há muitos anos atrás, a responsabilidade do toque andava à volta do povo, em muitas aldeias. Ou então havia mordomos, ou pessoas que o faziam voluntariamente, por devoção. O toque das Ave-Marias, marcava sem dúvida momentos solenes de respeito...agradecimento e...devoção.
A imagem hoje colocada, não é mais que a transcrição duns versos de Joaquim dos Santos Ferreira, que com "alguma" saudade nos dá o testemunho da finalização das Ave-Marias.
O povo nunca precisou que o avisassem das suas responsabilidades, mas as Ave-Marias...ajudavam!

Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

1. Homenagem Dr. Manuel Collares Pereira


Em determinado período da sua vida, o Dr. Manuel Collares Pereira - proprietário da Quinta do Campo e ao tempo deputado na Assembleia da República - teve um problema de saúde.
Felizmente ultrapassou essa fase difícil e a sua vida "voltou à normalidade".
Sabendo-se do seu apego ao Valado e às muitas benesses que a própria freguesia usufruiu mercê da sua intervenção, resolveu a Junta de Freguesia em exercício fomentar e incentivar uma homenagem pública de congratulação pela sua recuperação em termos de saúde e de reconhecimento/agradecimento pelos seus apoios!
Há alguns documentos fotográficos que fixaram todo o acontecimento, que se iniciou com uma missa solene - onde o homenageado e família compareceram (como era habitual sempre que estavam no Valado) - seguida duma sessão solene na sede da Junta de Freguesia, onde decorreu a homenagem "institucional" (com discursos...entrega de lembrança...a sala cheia...a presença de jovens vestindo à Valadenses...entidades públicas expressamente convidadas) - para terminar na sede do Clube Recreativo Beneficente Valadense (completamente cheia), onde foi servido um almoço e se fez ouvir um conjunto de música Valadense, bem como a assinatura dum livro de Honra por todos os presentes.
Foi no fim uma festa singela, mas bem enquadrada na época - 9 de Fevereiro de 1958.
O Valado sempre foi pródigo nos reconhecimentos e este...foi bem merecido!

Quinta-feira, 11 de Agosto de 2011

Um Post Diferente...no Valado dos Frades

Desafio
A Anabela Magalhães, editora do blogue anabelamagalhaes, desafiou-me com um questionário... e eu, confesso, não resisto a um bom desafio. Aqui está o resultado dele.

1 - Existe um livro que relerias várias vezes?

Não é meu costume reler livros mas abriria talvez uma excepção para todos os do Jorge Amado e Steinback.

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?

Existe, o Saramago só tentei um...parei na página 16 e nunca mais li nada do homem...que é mais convencido...que valioso...e nunca o lerei!

3 - Se escolhesses um livro para ler no resto da tua vida, qual seria?

Teria de ser muito longo...e percebe-se porquê!

4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?

A Tora.

5 - Que livro leste cuja "cena final" jamais conseguiste esquecer?

O Admirável Mundo Novo.

6 - Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual o tipo de leitura?

O Cavaleiro Andante e O Mundo de Aventuras...a minha "querida" Banda Desenhada!
 
7 - Qual o livro que achaste chato, mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

As Luzes de Leonor. Porque era chato!
 
8 - Indica alguns dos teus livros preferidos.

O Admirável Mundo Novo...sempre...pela perspectiva profética-realista!

9 - Que livro está a ler?

Maria Francisca de Saboia
 
10 - Indica 10 amigos para responderem a este inquérito.


lgdsa@sapo.pt
joccouto@gmail.com
joaquim.evonio@gmail.com

Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

Almoço da Comunhão na Adega da Quinta do Campo


A tradição...acabou, mas durante muitas décadas este era um ritual num dia diferente para as crianças Valadenses!
Como aldeia rural, a preocupação da preparação religiosa dos filhos estava sempre presente, e assim as famílias, todas as famílias, punham os seus filhos a frequentar a catequese para ao fim de uns meses de aprendizagem se concretizar a Comunhão.
Num Domingo...com a igreja e seus acólitos de "vestes" festivas...todos a seu modo participavam na festa.
Muitas crianças calçariam pela 1ª vez sapatos...e as mães"adornavam-nos" de vestes melhoradas...quanto esforço!
Depois da cerimónia religiosa, seguia-se a componente profana, e os donos da Quinta do Campo ofertavam um almoço para todas as crianças...para muitas delas a concretização em iguarias... talvez só imaginadas.
A imagem tirada na Adega da Quinta, mostra um 1º plano com mesas de crianças....supervisionadas por algumas mães e pelo Feitor da Quinta, enquanto numa mesa ao fundo e à direita o Dr. Collares Pereira e Esposa (donos da Quinta) e ...o Pároco celebrante.
Dia inesquecível?!
De certeza...este!

Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

Inutilidade na Avenida da Nazaré



Esta é a perspectiva da Avenida da Nazaré, a única do Valado e que se estende para uma ligação mais directa entre a Nazaré e Alcobaça.
Devido à sua extensão e traçado rectílineo...pensaram e bem, colocar uns semáforos - estes que mostra a imagem e outros ao fundo mesmo encostados a uma rotunda(?!).
Os que a imagem mostra, deixaram de funcionar há meses e...os da rotunda NUNCA FUNCIONARAM...e estão lá talvez há 10 anos.
Incúria...desleixo...incompetência!
O Posto da GNR...fica a meio dos referidos semáforos...na Avenida!
O movimento é intenso...é a ligação da A8 e do interior do país à Nazaré.
...E os aceleras...incolumemente ACELERAM...passam mesmo à minha porta!
...Vrrruuum...já passaram!

Terça-feira, 2 de Agosto de 2011

Valadense na Legião Portuguesa



O Valado, tal como a maioria das localidades do país, possuía um grupo de Legião Portuguesa.
Não compete ao Valado dos Frades tecer considerações de cariz político, ficando-se somente pela "necessidade" da informação, e de mostrar um cartão de filiação...ao qual subtraí o nome do titular bem como ocultei a foto!
O texto que se segue foi retirado daqui, permitindo historiar uma realidade que efectivamente existiu.

A Legião Portuguesa era uma milícia armada, criada em 1936, em Portugal, que tinha como objectivo defender Portugal do comunismo, de acordo com a ideologia do Estado Novo.
A Legião dependia dos ministérios do Interior e da Guerra. A sua criação favoreceu o Estado Novo e estendeu-se a diversos distritos, onde era chefiada por um comandante distrital. A Legião Portuguesa dispunha de vários serviços, como o Serviço de Informações, a Brigada Naval e a Força Automóvel de Choque.     
Para se ser legionário, era necessário acreditar no Estado, ter fé, moral cristã e respeitar a autoridade e a liberdade da terra portuguesa. Os legionários ajudavam-se no cumprimento dos deveres e tinham de ser valentes, leais, generosos e não cederem a sentimentalismos.     
É de realçar que, durante a II Guerra Mundial, a Legião Portuguesa foi a única organização oficial portuguesa que adoptou e defendeu abertamente as intenções de Hitler.
Nas décadas de 50 e 60, colaborou com a PIDE, na repressão às forças da oposição, para a qual contribuiu o seu Serviço de Informações e a sua grande rede de informadores.
A Legião Portuguesa foi extinta, em 1974, na sequência da Revolução do 25 de Abril.
A Legião Portuguesa tinha um hino, escrito por José Gonçalves Lobo, em 1937, que enunciava os seus princípios e objectivos, e continha palavras de enaltecimento a Salazar.
Também tinha um símbolo que era a cruz da Ordem de Avis, em homenagem a D. João I, mestre daquela ordem.

Do Valado...e do país!