Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Estação com Comboio a Vapor


Que idade terá esta foto?!...de 1940...de 1930?!
Muitos anos nos separam dela e há pormenores para assim concluirmos:
A presença dum comboio a vapor!
O primeiro plano a mostrar-nos a "manga" que vinha dum depósito (que ainda hoje lá está e que coloquei aqui), e que servia para ser enfiada numa tampa que se encontrava na parte superior da máquina, permitindo assim abastecê-la de água...o combustível usado!
Ainda a não presença do cuidado jardim que ganhou um prémio em 1951, que pode ver aqui!
E um vagão de transporte de mercadorias frente à Estação para ser "enchido" com uma miríade de despachos para todo o país - convém referir que era por este meio que muitos dos produtos agrícolas do Valado partiam para os mercados...que era por aqui que muita da produção industrial da Benedita seguia para o país inteiro...que era também por aqui que muitos dos artigos produzidos pela indústria de Alcobaça eram despachados!
Enfim uma "vida" extremamente agitada...para além das centenas...centenas de pessoas que todos os dias partiam e chegavam nestes velhos "ronceiros" que faziam parte da vida Valadense!
Porei um destes dias um post com a perspectiva desta Estação(!?) e concluiremos...quem te viu!

Terça-feira, 26 de Abril de 2011

Real Philarmonica Valadense



No Valado a tradição ligada à música é uma constante que se "perde" no tempo.
De facto já antes da implantação da República tínhamos a Real Philarmonica Valadense, com estandarte condizente com a Monarquia.
O post hoje colocado, transporta-nos para esse tempo, com a publicação duma pequena notícia do Notícias de Alcobaça de 4 Dezembro 1910...claro que já sem referir o...Real.
Estamos de facto em pleno período republicano, a Filarmónica teve uma actuação em Lisboa com carácter político e não podia pois manter aquele epíteto.
Voltarei a falar da filarmónica...pois há mais para contar!

Domingo, 24 de Abril de 2011

A Bilha


Durante décadas a bilha ou cântaro foi duma utilidade notável nos lares Valadenses.
Não havia água distribuída ao domicilio, daí que para ter este bem essencial era necessário alguém deslocar-se a um poço...ou a uma fonte...encher a bilha e trazê-la, enfiada no braço ou à cabeça para casa.
Aqui era colocada geralmente num móvel que existia na cozinha que para além de prateleiras para guardar os pratos, copos e travessas, tinha também um espaço com rebordo recortado...onde se colocavam as bilhas, e assim facilitava o enchimento de copos ...escolateiras...etc.
Este móvel era conhecido por cantareira...percebe-se porquê.
Hoje já não há cantareiras nem bilhas...viva a água canalizada!

Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

Homem a Resinar


O Valado tem nos terrenos que compõem os seus limites, uma diversidade de potencialidades agrícolas - há campos de regadio...alagadiços...de sequeiro e...uma extensa zona florestal de que sobressai a Mata de Pinhal, que se integra como a faixa mais meridional do "Pinhal de Leiria".
Daí que em décadas atrasadas, vamos mesmo encontrar um espaço conhecido por  "fábrica da resinagem" - ainda hoje existente mas desactivada, onde está agora a Sodecal (unidade que produz decalques) - logo a seguir à rotunda de acesso à A8.
A imagem colocada hoje tem todo o sentido, ao mostrar um homem a fazer ou avivar a incisão feita no tronco dum pinheiro a fim de escorrer a resina que seria depositada numa tigela de barro, a bica, estrategicamente colocada sob aquela.
Este homem calcorrearia Kms por dia percorrendo o pinhal a fim de executar esta tarefa.
Claro que nem todos os pinheiros poderiam ser sujeitos a esta operação - dependia da idade e fundamentalmente do seu diâmetro.
Quando o pinhal era destinado ao "abate", dizia-se que esta acção de resinagem que poderia contemplar mais do que uma incisão no mesmo tronco dizia-se que era "à morte", a que estamos a ver na imagem será uma resinagem "à vida".
Claro que a resina teria nesse tempo uma importância maior que hoje...era matéria prima para tintas, vernizes, colas...hoje com a incrementação dos produtos obtidos por via química!...
Por causa disso, o Valado que já teve pessoas que a este trabalho se dedicavam...hoje!

Sábado, 9 de Abril de 2011

14º Festival de Jazz na Biblioteca Instrução e Recreio

Programação oficial  2011 - 14º Festival
Sexta-Feira, 08 de Abril de 2011
Bernardo Sassetti Trio
Piano - Bernardo Sassetti
Contrabaixo - Carlos Barretto
Bateria - Alexandre Frazão
Sábado, 09 de Abril de 2011
Melo/Santos Quartet
Piano - Filipe Melo
Guitarra - Bruno Santos
Contrabaixo - Bernardo Moreira
Bateria - Bruno Pedroso
Domingo, 10 de Abril de 2011
Concerto com combos de escola Entrada Livre
Combo da Academia Municipal das Artes da Nazaré -
Combo da Escola de Jazz do Porto -
Quinta-Feira, 14 de Abril de 2011
Miguel Amado Group
Baixo - Miguel Amado
Trompete - João Moreira
Guitarra - André Fernandes
Piano / Fender Rhodes - Ruben Alves
Bateria - Vicky
Sexta-Feira, 15 de Abril de 2011
Susana Santos Silva Quinteto
Trompete e Flugel - Susana Santos Silva
Sax Tenor - Zé Pedro Coelho
Guitarra - André Fernandes
Contrabaixo - Demian Cabaud
Bateria - Marcos Cavaleiro
Sábado, 16 de Abril de 2011
Maria João & As Aventuras das Abelhas
Voz - Maria João
Fender Rhodes + electrónica - João Farinha
Programações - André Nascimento
Notícias
Horários
Todos os concertos começam às 22:00 Horas, excepto dia 10 que começa às 16:30 Horas, na
Sala da BIR
Rua Professor Xavier Coelho, 33.
[ Ver mapa ]



Bilhetes...
Antecipadamente...
Pode adquirir bilhetes na Papelaria
"A Prenda" em Valado dos Frades.

Na hora...
No local do espectáculo.



Cartão estudante...
Se é estudante tem direito a um
bilhete especial.
Apresente o cartão de estudante à entrada !!!

Mais uma vez, a 14ª, a B.I.R. nos vai deliciar com um Festival de Jazz.
Tal como nas edições anteriores é de certeza uma aposta ganha, pela qualidade e cuidado postos pelos diferentes intervenientes.
Melhor que tudo quanto possa dizer...deixo para os melómanos a análise do próprio festival.
De recordar que aqui, coloquei a referência a este festival em anos anteriores.
Numa terra com tantas tradições esta é...uma valorização para o Valado!

Terça-feira, 5 de Abril de 2011

O Borda D´Água





Para quem viveu numa aldeia rural, tem de certeza bem presente no seu imaginário a “presença” do Borda D´Água.
Parece-nos hoje uma publicação perfeitamente obsoleta, quando as informações que queremos recolher sobre o tempo se encontram à distância de um clique, e com base numa certeza quase absoluta e matemática.
Mas o Borda D´Água possui um conteúdo que nos deixa por vezes perplexos – ainda hoje – com tão grande manancial de informação e que não deixa de ter algum rigor (?!).
Temos de perceber que a sua importância era mais dirigida aos agricultores, que nele encontravam as noções básicas para quando fazerem as suas sementeiras e outros trabalhos agrícolas…era nele que tinham a informação “profética” que estado de tempo iria estar, e como isto era importante para quem do mesmo dependia…era nele que tinham a informação de quando era a melhor ocasião para pôr as galinhas a chocar…era nele que estavam assinaladas as festas e romarias de carácter religioso e profano…era nele que estavam assinalados os feriados e outros dias de descanso…enfim era nele que quase “tudo” estava assinalado!
É evidente que a recolha de toda esta informação era feita através de outra disponibilizada por outros, e em relação ao tempo e à agricultura prendia-se fundamentalmente com o empirismo que por “acumulação” e passado de ano para ano e por analogia…permitia conclusões que seriam no mínimo fidedignas.
Era e é isto o Borda D´Água havendo duas edições, uma de Lisboa e outra de Coimbra, tida esta como melhor…ostentava na capa a marca de “O Verdadeiro Borda D´Água”.
Tudo muda, mas…ainda conheço pessoas que não dispensam hoje os ensinamentos nele contidos!

Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

Esfolar um Coelho


Hoje provavelmente poucas oportunidades teremos para assistir à cena que a imagem colocada mostra.
Há algumas décadas era frequente quando uma família desejava comer um coelho, ir logicamente à coelheira escolher a "vítima" e ali mesmo no quintal resolver todo o trabalho até o "dito cujo repousar" no tacho.
Agarravam a "vítima" pelas pernas, davam-lhe uns murros na nuca e quase instantaneamente o coelho...morria.
Depois, a dona da casa ajudada por outra pessoa procedia ao seu esfolar, que consistia em retirar a pele que com alguma habilidade saia por inteiro.
Tiravam-se também os orgãos não aproveitáveis e...aí tínhamos o coelho pronto para o referido tacho.
Claro que hoje os talhos apresentam-nos já o produto final...sem termos passado pelo presenciar de todo este "bárbaro" trabalho.
Há um processo novo de resolver determinados problemas e...ainda bem!