Não é muito frequente encontrar uma imagem que seja ao mesmo tempo tão real e tão longínqua, como esta de um trabalhador rural a beber do pirolito.
Convém talvez para um perfeito enquadramento visitar o post colocado aqui, onde nos apercebemos da descrição daquilo que é o pirolito e da sua presença, sentido e necessidade.
Não era muito fácil beber por ele o "bom vinho" que transportava!
Retirada a pequena rolha de cortiça ficava-nos um orifício relativamente estreito onde era necessário adaptar os lábios para que o vinho não escorresse para o chão, e depois controlar a respiração para conseguir um novo gole...sem despegar a boca.
Tudo isto não é fácil, agravado pela pressão dos outros companheiros que sequiosamente esperavam pela sua vez!
Estamos no campo durante um trabalho rural, onde havia ainda lugar para algumas partidas.
Por vezes quando se sabia que alguém era mais escrupuloso em termos de higiene, e se acontecia apanharem um pequeno rato subitamente arrancado à pacatez da sua vida pelo trabalho efectuado...chegavam a esfregá-lo há volta do buraco do pirolito, inviabilizando que pelo menos alguém bebesse e...mais sobraria para outros.
Imagens dum Valado...que teve os seus dias!

Quem gostasse ou gosta da "sua pinga" bebe por qual "coisa", por acaso não conhecia, mas devia ter o seu "truque" para não cair nem uma gota!!!
ResponderEliminarOlá ISA.
ResponderEliminarJulgo ter experimentado uma vez e não consegui.
É que a técnica é beber sem tirar a boca e isso exige um exercício de respiração que se consegue através dos cantos da boca.
De qualquer modo...complicado!
Se não conhecem é porque nunca viram o programa "Prata da Casa" onde a digna jornalista Maria Elisa fez um discurso anti- pirolito e anti- organização social em Portugal! Devia ter vergonha mas jornalistas nos anos 80 ou agora são iguais na falta de qualidade e conhecimento! Viva o "pirolito" que até tem uma dança no Rancho Flores do Campo.
ResponderEliminarObrigado Cobra Cuspideira.
ResponderEliminarAbsolutamente de acordo consigo.
Aliás o pirolito, para a época, só poderia ter um inconveniente higiénico e quando usado em excesso...o alcoolismo imperava.
Agora socialmente tinha uma fonte componente de "familiaridade" que se desenhava entre quem o utilizava!