Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

Apoteose na Assembleia da República




Esta é uma imagem inédita, publicada no jornal Notícias da Nazaré, em Junho 1991.
É o momento preciso em que os deputados em pé e virados para a galeria da Assembleia da República, bem repleta com muitos Valadenses também em pé, aplaudem a decisão unânime da Passagem de Valado dos Frades a Vila.
Foi um momento sentido com...alguma emoção!

Valado é Oficialmente Vila


Esta publicação saiu no Diário da República, I Série-A, nº 187 em 16 de Agosto de 1991.
Elevação da povoação de Valado dos Frades à categoria de vila, foi aprovada em 20 de Junho de 1991, promulgada em 26 de Julho de 1991e referendada em 30 de Julho de 1991.
É um processo relativamente célere, já que foi iniciado a quando da aprovação pela Assembleia Municipal e por unanimidade, sob proposta da Câmara Municipal, em 19 de Abril de 1991.
Foram tempos de expectativa e grande euforia, mas...não são pelo menos "palpáveis"!

Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

5. História da Matança do Porco


Chegou-se ao fim do processo de matar o porco!
Há que recolhê-lo agora para uma adega ou arrecadação, enfiar-lhe a escápula (ver o post de 5 de Novembro de 2009) nos tendões dos calcanhares e içá-lo com a ajuda duma corda para um barrote, de modo a que fique pendurado com o focinho a uma distância do chão que permita passar um alguidar onde se recebe o sangue que escorrerá.
Teremos agora a operação do amanhar, nem todos os homens sabiam fazê-lo, e que consistia na separação e retirada das tripas que iam de imediato ser lavadas e separação dos restantes orgãos; o porco estava pendurado até à madrugada do dia seguinte.
Ficava geralmente envolto num pano ou lençol, por causa das moscas, e havia a preocupação de tapar todas as gateiras para não haver a inesperada visita dos gatos.
Entretanto nesta fase do desmanchar, era tirada também a bexiga que uma vez esvaziada era oferecida aos miúdos, constituindo uma óptima bola de futebol...por uns momentos.
E agora que o trabalho dos homens tinha acabado, era a hora certa de tirarem alguns nacos de carne que depois de assados na brasa, eram  comidos com merecimento e...satisfação!

Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

3.000 VISITAS




São duas imagens espectaculares que recolhi da galeria do amigo Rui Marques: o arbusto intensamente florido e a abelha em voo, até finalmente pousar, para o seu festim numa das flores.
E seja-me permitido a alegoria!
Este “blog” estará representado no arbusto florido…a abelha nos visitantes!
E porquê?!
1.000 Visitas no fim dos primeiros 70 dias!
2.000 Visitas após mais 60 dias!
3.000 Visitas decorridos somente mais 40 dias!
A ideia mestra para a montagem deste “blog” era procurar dar a conhecer muita informação que ao longo de décadas fui coligindo.
Será que conseguiria despertar o interesse e a atenção dos possíveis visitantes?
Para um conteúdo tão específico…penso que não estará mal a “contabilidade” mostrada!
Vamos todos continuar e o Valado dos Frades irá alimentando o festim, para onde em breve…um “enxame” se deslocará!

Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

E o Carnaval Acabava...



A Terça-feira de Carnaval, marcava também o epílogo da animação e alegria.
Depois do baile de segunda-feira que durava até de manhã, ficava como ponto final – a Marcha.
Depois de almoço as pessoas começavam a concentrar-se no Clube, e assim que estava reunida uma pequena “multidão” era organizada a Marcha, aos pares, com os muito jovens à frente e no fim o conjunto musical.
E ao som de música portuguesa, como era quase sempre, íamos pulando, cantando e dançando até ao Largo da Estação num percurso pela rua Prof Arlindo Varela, para voltarmos a subi-la até à Praça 25 de Abril.
Terminava depois na sala do Clube, onde se realizava uma matiné durante escassas horas…sim porque pouco depois do jantar voltava-se para o baile, que ao contrário dos outros dias terminava relativamente cedo.
A imagem é de cerca 1958, na rua Prof. Arlindo Varela quase a chegar ao BPI.
E o Carnaval acabava assim, mas…alegre e saudável!

Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

O Carnaval Continua



A colaboração era de todos!
Interessante verificar que os pais acabavam por se envolver de tal modo que os próprios filhos eram iniciados muito cedo nas festividades carnavalescas.
E era bom de ver em plenos bailes do Clube ou da BIR, os pais divertirem-se no mesmo espaço onde os seus filhos também o faziam.
E era bom de ver grupos de crianças, mascaradas com trajes carnavalescos, a visitarem casas de amigos e familiares ou percorrendo as ruas do Valado.
A imagem colocada, mostra precisamente um par com 4/5 anos, trajando garbosamente à campino e à Valadense, cerca de 1945.
Bons tempos...nem melhores nem piores, simplesmente...diferentes!

Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

Escola Primária



Por onde terá andado o edifício da Escola?
Com exclusão dos alunos que iniciaram a escola em 1959, todos os outros percorreram uma "via sacra" de escola em diferentes edifícios.
A imagem mostrada, uma casa situada na esquina da Praça 25 de Abril, foi o local que já trouxe alguma estabilidade, dado que entre 1940 e 1959 foi aqui que funcionou o ensino.
No 1º andar estavam as meninas e no rés do chão era a secção masculina.
Era uma casa com um mínimo de condições, sem casa de banho, sem vestiário,...enfim pelo menos não chovia lá dentro!

Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Hora de Começo das Reuniões da Junta



Interessante esta Acta da Junta de Freguesia, da reunião feita em 4 de Outubro de 1891.
A Junta reuniu-se especificamente para discutir a hora das reuniões.
Pelo sr. presidente foi dito que "as reuniões da Junta são aos Domingos às 7 (sete) horas da manhã, mas como isso provocava alguns incómodos, propunha que...".
Às 7 da manhã de Domingo!
Toda esta gente, era gente de trabalho, mas o esforço e sacrifício que faziam leva-nos a pensar que se encontravam ali com um espírito de missão.
Os tempos são outros e a 120 anos de distância muita coisa mudou, lógico...mas também o espírito de missão!

Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Artigo Publicado no Jornal União Nacional em 29 Agosto 1931


Não sei quem assinou este artigo em 1931, no jornal União Nacional.
Era um jornal do Estado Novo.
T. C. quem será?
Talvez Tito Calisto? não sei!
É uma "visita" relâmpago à história do Valado, de qualquer modo pese o seu sintetismo serve para a percebermos no essencial.
De referir a prosa poética de cariz lírico que o autor põe no último parágrafo, onde refere as odes virgilianas...donde podermos concluir da sua formação cultural.
O texto integra uma foto do Rio da Areia, da autoria de C. Nunes, que também não sei quem é!
"Quatro rios de beleza tradicional, o Alcôa, o da Areia, o do Meio e o das Águas Belas, serpeiam...".
Sempre os rios...importantes na vida e estabilidade dos Valadenses!
A água é fundamental à vida...nunca nada foi tão verdade no Valado...este blog voltará aos nossos rios!

Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Desdobrável Feira S. Bernardo Alcobaça 1970

Foi preciso esperar até 1970 para que finalmente se publicasse um minúsculo opúsculo sobre o Valado.
De facto teve o Valado uma representação, como nunca acontecera na Feira de S. Bernardo em Alcobaça.
Para além de diversas actividades, foi proposto a elaboração deste escrito que "ocupava" uma folha A4.
Aí se referiam brevemente às colectividades existentes e se fazia uma brevíssima resenha histórica - por mim elaborada.
Foi esta participação um sucesso...e ultrapassou em muito a expectativa sobre o Valado!

Sábado, 6 de Fevereiro de 2010

O Clube Recreativo Beneficente Valadense fez 80 Anos



No dia 25 de Dezembro de 2005, o Clube Recreativo Beneficente Valadense fez 80 anos.
Duma ideia para não deixar passar em vão esta efeméride, eu e Amadeu de Matos Carvalho, resolvemos desenvolver algumas acções que tornassem o mais digno possível o momento que passava.
E uma dessas acções foi publicar em livro a história da vida do Clube.
Uma vida longa para uma colectividade duma "aldeia", vida plena de incertezas, avanços, recuos, mas...também de muita alegria e comunhão.
Pelas páginas deste livro repassam os momentos mais marcantes, para o Clube e para as pessoas que dele usufruíram.
Desde a sua génese...as obras...as direcções...espectáculos mais marcantes (nomeadamente da inauguração das actuais instalações)...uma listagem dos diferentes intervenientes nos teatros...tudo está neste livro!
Como digo no prefácio, o Clube e nós todos estamos de parabéns e...merecemo-los.

Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

4. História da Matança do Porco





























A matança do porco, passava por diversas fases  até se conseguir o desejado...o animal pronto para poder ser cozinhado ou guardado na salgadeira.
Após a morte e o chamuscar, surgia uma operação que consistia em retirar o cabelo.
Ainda com o corpo quente e logo a seguir ao chamusco, os homens começam a raspá-lo usando uma telha de canudo como mostra a 1ª imagem, mas nas zonas de mais difícil acesso a faca acaba por ser utilizada como na 2ª imagem.
A finalidade é que o mínimo possível de cabelo fique, para não ser desagradável quando mais tarde estamos a saboreá-lo à mesa.
Porco que foi criado com imensos cuidados, começa a aproximar-se do fim...para que foi criado!