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| O rio da Areia cerca de 1930...um homem no seu leito com um cabaço, para bater água |
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| O mesmo rio cerca 1970, com 2 grupos a lavarem centenas de sacos de cenouras |
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| O mesmo rio...no mesmo local em 2012...abandono...tristeza...falta de gosto |
Esta é uma sequência de imagens, curiosamente todas elas espaçadas no tempo cerca de 30/40 anos.
Não era possível manter o bucolismo de 1930...a industrialização da agricultura "destruiu" os obsoletos modos de produção...a necessidade do traçado de vias de comunicação "trucidou" a paisagem!
Mas não seria possível pelo menos manter a limpeza do rio pese todas as alterações que o tempo trouxe?
Certamente que sim...se os responsáveis fossem "tocados" por uma questão de bom gosto e de protecção do ambiente como tão bem gostam de apregoar em campanhas...quando os subsídios da UE...vêm a caminho!
...E é preciso fazer...para colher!



Mas que tristeza, Hélio! Nem diria que se trata do mesmo "rio", agora transformado numa outra coisa qualquer...
ResponderEliminarObrigado Anabela.
ResponderEliminarAssim vão as coisas em Portugal...atropeladas...esquecidas!...
Só quem conheceu o Rio da Areia...ele foi bem um dos "corações" do Valado.
É o que temos ou merecemos!
DE facto é uma tristeza ver o Rio da Areia assim como todos os restantes que "teimam" em correr para o mar, apesar da falta de limpeza, apesar da imensa conversa sobre o ambiente, apesar das frentes ribeirinhas.
ResponderEliminarA única coisa a fazer será assistir impávidos e serenos a este desenlace?
Parece-me que não. A sociedade civil teima em não assumir o compromisso que tem com ela própria.
Talvez no dia em que nos campos do Valado falte a ágia para a rega dos campos, talvez nesse dia, os tractores, juntamente com os agricultores dessa terra tão cheia de carisma, se vejam obrigados a ter uma atitude retroactiva.
A de obrigar os responsáveis a fazer aquilo que lhes compete.
Gerir a coisa pública, onde o Rio da Areia está incluído.
Obrigado Carlos.
ResponderEliminarO Homem do séc. XX entrou num desvario que o arredou em definitivo da relação de "amizade" que desde sempre cultivou com o ambiente!
Isto que assistimos no Rio da Areia tem somente 70/80 anos, e é certamente um mal menor...se há males menores.
Enfim a História nunca se repete e o fim inexorável será este...nem os responsáveis para contrariar darão um passo.
Não sei se conhece a Carta que o Grande Chefe Índio Sioux escreveu ao Presidente dos USA, há cerca de 100 anos...é um poema ambientalista eterno e de grande visão.
Um dia destes publico-o no Valado dos Frades, como apoio a outros atropelos.
Como é triste ver o rio de Areia hoje cheio de sujidade e toda a flora que dá um mau aspecto.
ResponderEliminarOutrora nos anos 70, dava gosto ver o rio com bastante água e que por muitas podia-se apanhar banho se querer ou até mesmo forçado, como aconteceu numa altura me presenciei.
Belos tempos ...
Obrigado ISA.
ResponderEliminarDe facto hoje não podemos voltar a ter o "nosso" rio da Areia.
A vida...a modernidade...a poluição e...as novas vidas não o permitem!
No entanto, embora já ninguém pense mais em lavar cenouras ou tomar banho é evidente que mantê-lo limpo e apetecível era...possível!