Os trabalhos na eira inserem-se num contexto que fundamentalmente se prende com o milho - as "arrecolhas".
Claro que tudo começa desde a sementeira, colheita e obtenção do milho pronto a guardar - milho que era um valor fundamental na economia familiar.
O milho foi durante muitas décadas a cultura predominante do Valado.
E na eira a meticulosidade era importante para atingir o grão de milho seco e limpo.
A pá de padejar é toda feita em madeira, e serve para atirar os grãos de milho ao ar, num local da eira onde haja vento para assim limpar os grãos das respectivas moinhas.
O ancinho de madeira, serve para à saída do engenho separar por arrastamento os carolos, bem como mexer o milho quando ele está espalhado na eira já na fase da secagem.
O rodo todo em madeira, é usado para arrastar e juntar os grãos de milho em monte, durante e depois da secagem.
É um trabalho feito pela família que tem de estar sempre atenta às contrariedades...da intempérie!

Boa Tarde
ResponderEliminarComo "mensageiro" da terra e, sendo um dos poucos herdeiros desta linda zona, resta-me estar de acordo com o acima referido, pois pelo pouco que vi e aprendi na infância, bastava toda a família colaborar, o qual seria, vantajoso e bem feito.
Abraço amigo
Até Breve
Sempre a aprender com o meu afilhado... eheheh...
ResponderEliminarISA.
ResponderEliminarO "nosso" Valado mudou...como todas as localidades.
Mas mudar por acompanhar as técnicas que vão aparecendo e nos são dispostas para nos servirmos...é óptimo!
O problema pior...é a mudança das relações interpessoais...estas irremediavelmente perdidas.
Abraço.
Anabela.
ResponderEliminarO Valado tem uma história muito própria...como Amarante...etc!
Procurar trazê-la aqui e procurar "eternizá-la"...a si o devo.
Abraço.