Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Conjunto Musical Valadenses



As actividades culturais estiveram sempre presentes na vida dos Valadenses.
Teatro, visionar cinema, rancho folclórico...conjuntos musicais.
O Conjunto Musical Valadenses, está nesta fotografia a actuar no Clube, durante um almoço de homenagem ao Dr. Manuel Collares Pereira - voltarei a este assunto.
Da esquerda para a direita: Joaquim Venâncio, José Lota, Manuel Chapita, José Marques Ratinho, António Chapita, José Boleixa e Manuel Pires - em 9 de Fevereiro de1958.
Eram tempos de muito sacrifício, mas que ainda deixava "espaço" para estas manifestações culturais...com ensaios durante as noites, em condições precárias, mas ...mesmo assim  mantive-se por largos anos! 

Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Reinstalação da Estação dos C T T

 

 

No dia 19 de Abril de 1964, foi inaugurada a nova Estação dos C T T.
O Valado desde décadas dispôs dos serviços de correio e telégrafo, embora como é compreensível, a sua sede tenha andado por diferentes casas, todas elas de arrendamento.
Neste dia, no entanto, foi solenemente inaugurada a sede definitiva...até aos dias de hoje.
Quando agora se equaciona a possibilidade de encerrar ou limitar a sua função, ou mesmo funcionamento, é um pouco doloroso assistir que um simples golpe de mágica...destrua um projecto que foi conseguido após uma gestação de anos!

Fonte da Tojeira



Não é uma fonte "tradicional" no sentido que lhe damos, mas apesar disso a Tojeira teve uma tradição que se prolongou por gerações de Valadenses.
Situada precisamente nas faldas do monte do Bárrio, a água brotava junto ao chão donde era preciso "apanhá-la" ou debruçarmo-nos, para a conseguir.
No fim, esta nascente, vem na sequência de um acidente típico dos movimentos diapíricos que estão na génese do Vale Tifónico - aqui - como é o caso das Termas da Piedade.
A água brota a uma temperatura tépida, e tem como real característica as suas benesses em termos de saúde - as pessoas iam do Valado buscar água, para que algumas indisposições do aparelho digestivo, tivessem melhoras.
Hoje a fonte da Tojeira, foi "literalmente engolida" pelo trajecto da A8.
A modernidade por vezes não se compadece com a manutenção de relíquias de gerações! 

Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

1º Jornal do Valado - Alcoviteiro






Este é o 1º jornal que se publicou no Valado, no dia 1 de Março de 1938.
Chamado ALCOVITEIRO, foi todo ele da inspiração e manuscrito por Basílio Henriques Pedro, de quem falarei um destes dias.
Claro que se trata duma "brincadeira", da qual só foi feito um exemplar e que procurou ironizar e caricaturizar factos e figuras do Valado.
Valado que por esta época apresentava uma vivência de pessoas e acontecimentos verdadeiramente relevantes.
E com a excepção do 1º jornal da BIR, já aqui colocado, mais nenhum outro jornal viu a "luz do dia"...infelizmente!


















Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Acto Eleitoral


É uma notícia publicada no jornal Ecos do Alcoa, em 8 de Novembro de 1942.
É uma curiosidade que faz parte da nossa história...e que se enquadra no momento actual que estamos a viver.
Sem a monumentalidade das situações eleitorais que hoje se vivem...é a singeleza duma notícia...quase "invisível"! 
 

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Inauguração das Novas Instalações do Clube Recreativo Beneficente Valadense



Em 1957, a Inspecção Geral dos Espectáculos, por via duma exposição do Salão Familiar, inviabilizou o Clube de dar espectáculos por falta de condições.
Depois dum processo longo de discussão seguíu-se a construção duma nova sala - a actual.
O cartaz noticia o espectáculo que foi montado para promover a inauguração da nova sala, no dia 11 de Maio de 1958.
A estrela maior foi Maria de Lourdes Resende, "Grande Vedeta Internacional e Rainha da Rádio Portuguesa".
Os elementos apresentados, encontram-se no livro 80 Anos do Clube, escrito por mim e Amadeu de Matos Carvalho.

Eleição da Junta de Paróquia de Valado dos Frades



Em 13 de Dezembro de 1913, houve eleições para a nossa Junta de Paróquia.
O documento que junto, é o diploma que era entregue a cada um dos intervenientes nessa eleição, no caso José Bento Varella.
Neste diploma, que não é mais que uma acta, são referidos todos os pormenores do acto eleitoral - realizado através duma assembleia de cidadãos definidos por determinados critérios.
Depois era de imediato publicada a respectiva lista vencedora, com a distribuição do número de votos e daí os cargos para que cada um fora eleito. 





Curiosamente houve um empate entre José Bento Varella e José Delgado, ambos com 55 votos.
A eleição decorreu na aula oficial do sexo masculiono, leia-se escola.
Processo mais simplificado que hoje...não deixou de ser polémico face à distribuição dos votos!
















Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Estes meus Pobres Escritos



A ti´ Carminda do Nascimento Chaves nasceu no dia 1 de Abril de 1917.
A sua vida é sempre de uma dedicação e empolgamento por tudo ao que o Valado diz respeito.
Mulher simplista envolve-se em temas onde a sua presença e contributo são precisos - na igreja, nas manifestações religiosas, nas manifestações culturais como o teatro, talvez uma das grandes impulsionadoras do rancho folclórico, as colectividades!...
O seu entusiasmo e vitalidade são contangiantes e o trabalho abrangente...participa activamente...e ainda se dedica a escrever textos, músicas,...
Pois bem, no dia 20 de Abril de 1985 publicou o livro cuja capa está representada na figura. 
Prefaciado pelo Dr. Paulo Guerra, o livro percorre em versos singelos mas cheios de sentido e envolvimento, o seu grande Amor pela terra que a viu nascer.
As pessoas, os animais, as terras , as paisagens...tudo ela quiz abraçar e abarcar!
Obrigado ti´ Carminda!

Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

1ª Grande Confraternização das Tropas Expedicionárias

 
 
25 de Outubro de 1970 - Largo Dr. Manuel Colares Pereira.
A Guerra nas antigas colónias estava no auge, tinha começado há cerca de 10 anos!
É curioso, para se perceber a dimensão do conflito, que sendo o Valado uma aldeia, tenha "contribuído" com número tão elevado de militares -  terão faltado alguns,  para além daqueles que infelizmente nele terão falecido.
Mas nesta data resolveu-se promover um encontro, consubstanciado numa missa e visita ao cemitério como homenagem aos que tinham perecido.
Seguiu-se depois uma pequena festa com almoço no Clube. 
Foi um momento de solidariedade, contar peripécias e riscos corridos, no fim o estreitar de laços de amizade que a Guerra apertou...porque ela continuava!
Os jovens aqui representados, são hoje...respeitáveis sexagenários!
Foi lhes "pedido" tudo, leia-se a VIDA...nada exigiram...mas nenhum reconhecimento lhes foi prestado.


Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Posto Escolar

 
A Escola no Valado, sofreu um pouco "tratos de polé", e isto fundamentalmente porque andou sempre por casa alugada, e logicamente sem condições.
Aqui, no que deveria chamar-se (como muitos de nós chamamos) o Largo do Posto, funcionou durante a década de 40 - o Posto Escolar.
Situa-se junto à churrascaria Frangote.
Fui um dos privilegiados a ter acesso às aulas nele, e digo privilegiado porque até acho que teria algumas condições.
No entanto não me esqueço que me sentava num pequeno "mocho" (banco), que o meu pai teve de comprar para o levar para lá.
Eram um bocado tempos heróicos - para os professores (neste caso as Regentes Escolares) e para os alunos - mas o fundamental é que havia Ensino.
 
 

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Valado dos Frades do séc. XII ao séc. XX



Estamos em 1988, e com o apoio da Junta de Freguesia, foi dado à estampa o livro cuja capa se reproduz, da autoria do saudoso Aurélio José Rodrigues de Sousa e Sérgio Leal Pedro.
É o 1º livro publicado sobre o Valado, e o seu mérito advém não só daí, mas da grande riqueza que nos transmite - é um circular, como o título nos indicia, ao longo de anos, para que as memórias se não desvaneçam.
Posteriormente outras publicações apareceram, mas o trabalho do Aurélio e do Sérgio merece-nos todos os encómios e que não devemos regarear.
Tenho o prazer de possuir um exemplar autografado pelos autores, e tive o previlégio de ter escrito o prefácio.
E se me é permitido, a melhor homenagem que julgo prestar aos autores, é transcrever aqui esse prefácio...que se mostrou premonitório e actual!

Prefácio
Comunicamos escrevendo.
Enriquecemos investigando.
Perpetuamos transmitindo.
Os homens e as coisas correm o eminente perigo de ser engolidos no sorvedouro do tempo, e perante um quotidiano que "desliza" em constante mutação, estaremos certamente ante uma fatalidade irrecuperàvel...o olvidar desses homens e suas coisas.
É preciso encontrar alguém, que disponível, investigador, desejoso do conhecimento, e do contacto com uma imensidade do saber tradicional ou não, tente evitar o esquecimento, na certeza da irreversibilidade histórica e não repetência das coisas.
Temos perante nós esse alguém e o seu trabalho.
Há que instilar-lhe ainda mais força criativa e apoio caloroso, para que não ocorra o desânimo.
Incentivemo-lo.
Outros surgirão!
Para que tal como agora não sucedeu, a fatalidade do esquecimento...não vingue!
                                        Hélio Manuel Coelho Matias


Obrigado Aurélio e Sérgio!