Quarta-feira, 14 de Março de 2012

Torpilha


Esta alfaia de inegável interesse na vida rural do Valado, terá nos dias de hoje "desaparecido" por completo.
Fundamentalmente ela era usada na pulverização que se fazia utilizando o enxofre.
Nos tempos longínquos em que os insecticidas, fungicidas, anti-bichados, etc, etc,  usados no tratamento das espécies agrícolas, estava dependente praticamente de 2 ou 3 produtos!
O enxofre em pó era introduzido pela tampa superior, depois o homem colocava a torpilha às costas, e manobrava uma alavanca que se vê à nossa esquerda, insuflando ar para dentro da torpilha. 
O enxofre era obrigado a sair sob a forma duma nuvem através da mangueira que vemos à nossa direita, e em cuja ponta se introduzia o espalhador, que se encontra ao alto (parece uma chaminé) e que tinha por função espalhar melhor o enxofre, como se fosse um leque.
O trabalhador ao mesmo tempo que manobrava a alavanca impulsionadora com uma mão, para cima e para baixo...com a outra dirigia a nuvem do enxofre em direcção ao vegetal a tratar. 
Enfim um processo muito artesanal...mas eficiente! 
 

4 comentários:

  1. Boa Noite

    Muito eficiente este utensílio de trabalho pelo que relata aqui, o qual também me leva a questionar o tempo em que o mesmo "viveu" e se era usado por particulares?

    Um Abraço amigo
    Até Breve

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  2. Obrigado ISA.
    A torpilha funcionou mais ou menos até aparecerem os tractores e pulverizadores a motor, talvez até há cerca de 30/40 anos.
    E sim, mesmo os pequenos agricultores tinham uma torpilha.
    A mecanização e a descoberta de novos produtos fitossanitários levou ao seu desaparecimento.

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  3. Hoje ainda persistem tendo evoluído em termos de material com que eram feitas. Antigamente eram de cobre, hoje são de plástico e made spain. Na região douriense ou duriense ainda se usam em grande quantidade, eu tenho dois exemplares e ainda tenho uma velha que era do meu pai.

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  4. Obrigado amigo João.
    É natural que ainda persistam, porque me parece que em termos de pulverização...se calhar ainda são preciosas.
    Sobre as que tem...guarde-as, porque me parece que este património desaparecerá rapidamente...por "insanidade" de quem deveria preservar e conservar...mas para isso era necessário o gosto cultural de quem (des)manda.
    Abraço.

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